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Lucas Pordeus León

Nessa terça-feira (19) a Câmara dos Deputados tentou votar a urgência da reforma trabalhista e antecipar a apreciação do texto pela casa, e não conseguiu. Precisava de 257 votos, mas não passou

 dos 230. Com isso, a reforma volta a tramitação normal e precisa aguardar o prazo de pelo menos mais 6 sessões do plenário, antes da votação na Comissão.

 Se a urgência fosse aprovada, a reforma trabalhista poderia ser colocada em votação já a partir desta quarta-feira. A oposição comemorou o resultado e considera que é uma prévia para a reforma da 

Previdência. O líder da Rede, deputado Alessandro Mollon, considera que o texto retira direitos trabalhistas.

 Já deputados governistas argumentaram que poderiam ter vencido, mas o encerramento rápido da votação impediu que todos os parlamentares votassem. O deputado Marcus Pestana, do PSDB, defendeu a 

necessidade da reforma para reduzir o desemprego.

 O presidente da Casa, Rodrigo Maia, disse que errou ao encerrar rapidamente a votação e que se apresentarem outro requerimento de urgência, pode colocá-lo novamente em votação.

 A reforma trabalhista em tramitação na Câmara prevê que o acordo entre patrões e trabalhadores prevaleça em relação a legislação em diversos pontos, como jornada de trabalho e pagamento de 

férias. Também acaba com a contribuição sindical obrigatória, e regulamenta o trabalho à distância e o intermitente, ou seja, sem horários fixos.

Nacional informa.

Postado em 19/04/2017 às 01:02


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