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Danyele Soares

A estimativa da equipe econômica do governo é de que o país tenha uma queda na arrecadação e um aumento nos gastos em 2017.

 A previsão está no relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre, divulgado nesta sexta-feira (21) pelo Ministério do Planejamento.

 O documento prevê uma redução de R$ 5,8 bilhões na receita. Essa possível queda se deve, por exemplo, a uma redução na expectativa do que será arrecadado com o programa da repatriação de recursos e à revisão dos parâmetros macroeconômicos.

 Já a estimativa da despesa aumentou R$ 4,6 bilhões em relação ao relatório do segundo bimestre. Esse aumento nos gastos se deve, por exemplo, à concessão dos financiamentos do Fies.

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E, diante desse cenário, o governo cortou quase R$ 6 bilhões do orçamento para conseguir cumprir a meta fiscal para este ano, que é de um déficit de R$ 139 bilhões. E ainda aumentou impostos sobre combustíveis.

 De acordo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o aumento nos tributos foi por estrita necessidade. Ele justificou, dizendo que o déficit nas contas públicas se deve ao prejuízo com as contas da Previdência.

 Mesmo com a nova estimativa, de aumento de gastos e redução de receitas, a previsão para o Produto Interno Bruto em 2017 foi mantida em 0,5%. Questionado sobre a manutenção dessa estimativa, que poderia prejudicar a credibilidade da equipe econômica, o ministro rebateu. Ele afirmou que o governo está atuando para garantir as bases para a retomada de um crescimento sólido. 

 Sobre o corte de quase R$ 6 bilhões no orçamento, o ministro Dyogo Oliveira informou que o governo tem até o dia 30 para detalhar quanto será cortado em cada órgão.

 Nacional Informa.

Postado em 21/07/2017 às 17:14


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